Fazer o futuro supervisor de entrada, que concluiu os 11 módulos a distância da formação, demonstrar com as próprias mãos, em espaço confinado de treinamento controlado e com equipamentos parecidos com os do seu local de trabalho, que reconhece um espaço confinado e lê o seu cadastro, levanta os perigos do espaço e das adjacências, testa e confere os equipamentos antes do uso, faz a avaliação inicial da atmosfera de fora do espaço e define o monitoramento contínuo, indica ventilação, iluminação, comunicação, movimentação vertical e proteção respiratória pelos critérios certos, controla as fontes de ignição em área classificada e no trabalho a quente, confere o controle de energias perigosas, emite a PET e informa a equipe, conduz a entrada com o vigia operante, cancela os procedimentos diante de condição não prevista, prorroga ou encerra a PET, assegura o serviço de emergência e salvamento antes de liberar e comanda a cena de uma emergência sem entrar para resgatar — repetindo tudo com complexidade crescente até um simulado final integrado e cronometrado —, em 20 horas só de exercício prático, divididas em 3 dias, com instrutor de comprovada proficiência, avaliação registrada e os dados que o certificado exige.
A capacitação inicial do supervisor de entrada tem 40 horas (NR-33, Anexo III, Quadro 1), e a parte prática do treinamento inicial precisa ter no mínimo 50% dessa carga (Anexo III, item 1.2), ou seja, 20 horas. Nesta formação semipresencial, 20 horas são feitas a distância, na plataforma, em 11 módulos — os 5 módulos comuns com a formação de vigia e trabalhador autorizado (definições; riscos; equipamentos e medição; procedimentos e PET; resgate e primeiros socorros) e 6 módulos próprios do supervisor —, e 20 horas são feitas nesta turma presencial, integralmente em exercício prático, em 3 dias. A abertura, a revisão dirigida, o fechamento dos dias 1 e 2, a retomada dos dias 2 e 3 e a avaliação teórica com o encerramento (3h15 no total) acontecem fora dessas 20 horas: a turma dura 23h15, sem contar os intervalos e o almoço.
A prática não pode ser feita a distância: a NR-01, subitem 1.7.9.1, só admite conteúdo prático a distância ou semipresencial quando previsto em NR específica, e a NR-33 não prevê. E, por ser treinamento inicial, a formação inteira — as duas etapas — precisa estar concluída antes de o trabalhador começar a atuar como supervisor de entrada (NR-01, 1.7.1.2.1).
O conteúdo programático do treinamento inicial do supervisor de entrada tem 12 temas (Anexo III, item 2.1, alínea a). A teoria de todos eles está nos 11 módulos a distância; nesta turma, cada tema é exercitado em pelo menos um bloco, conforme a tabela abaixo. No texto publicado da norma, o nono tema (Programa de Proteção Respiratória) aparece numerado "XI", repetindo o número do décimo primeiro; é um erro de numeração, e este roteiro o trata como IX.
Os equipamentos usados na turma devem ser escolhidos de forma que garantam o aprendizado em situações parecidas com as encontradas no local de trabalho dos alunos (Anexo III, item 2.2). Por isso a aplicadora pergunta antes à empresa de cada aluno qual é o espaço confinado e a atividade, pede, quando houver, o cadastro do espaço, o modelo de PET adaptado e o plano de resgate, monta os cenários a partir disso e pode redistribuir o tempo entre os blocos a pedido do responsável técnico, desde que a soma continue 20h00 e todos os itens da ficha sejam avaliados.
| Tema do Anexo III, 2.1, a | Onde aparece na turma |
|---|---|
| I — definições | Revisão dirigida (fora da carga prática); bloco 1, ao decidir se cada caso é espaço confinado; distribuição dos papéis de supervisor, vigia e autorizado nos blocos 10, 11 e 15 |
| II — identificação dos espaços confinados | Bloco 1: leitura do cadastro, cadastro com lacunas e sinalização permanente |
| III — reconhecimento, avaliação e controle de riscos | Bloco 2 (perigos e adjacências); bloco 4 (avaliação inicial e monitoramento); bloco 8 (energias perigosas) |
| IV — funcionamento de equipamentos utilizados | Bloco 3 (detector e conferência antes do uso); blocos 5, 7 e 13 (ventilador, máscara autônoma, linha de ar, tripé com guincho, rádio) |
| V — procedimentos e utilização da PET | Bloco 9 (emissão e PET com erros); bloco 10 (condução da entrada); bloco 11 (cancelamento); bloco 12 (prorrogação e encerramento) |
| VI — critérios de indicação e uso de equipamentos para controle de riscos | Bloco 5 (ventilação, iluminação, comunicação, movimentação vertical); bloco 6 (equipamento para área classificada); bloco 7 (respirador) |
| VII — conhecimento sobre práticas seguras em espaços confinados | Blocos 10 e 11 (vigia operante, abandono, cancelamento); bloco 15 (simulado integrado) |
| VIII — legislação de segurança e saúde no trabalho | Revisão dirigida; os itens da NR-33 e da NR-01 aplicados em cada bloco e cobrados na prova teórica |
| IX — Programa de Proteção Respiratória (numerado "XI" no texto publicado) | Bloco 7: escolha do respirador pelo procedimento de seleção e uso da organização; reconhecimento da atmosfera IPVS; inspeção e colocação da máscara autônoma e da linha de ar |
| X — área classificada | Bloco 6: conferência da certificação dos equipamentos elétricos e eletrônicos, controle das fontes de ignição e trabalho a quente |
| XI — noções de resgate e primeiros socorros | Bloco 13 (resgate sem entrada); bloco 14 (RCP e DEA de treino fora do espaço) |
| XII — operações de salvamento | Bloco 13 (serviço disponível, acionamento e controle da cena); bloco 15 (simulado final cronometrado contra o tempo de resposta do plano do cenário); bloco 16 (debriefing) |
A NR-33 exige que os instrutores tenham comprovada proficiência no conteúdo que ministram (33.6.4); o glossário da norma define proficiência como competência, aptidão, capacitação e habilidade aliadas à experiência. Para uma turma de supervisores, isso significa experiência real na emissão e condução de PET, na avaliação da atmosfera e na coordenação com o serviço de emergência e salvamento, e não só em entrada. A capacitação deve considerar o tipo de espaço confinado e as atividades desenvolvidas, e essas informações, junto com a anuência do responsável técnico previsto no item 33.3.2, precisam constar no certificado (33.6.5). Sem esses dados não se emite certificado.
Prática adotada por este roteiro: além do instrutor que conduz os exercícios, a turma tem um observador de segurança dedicado, que não conduz exercício nem avalia aluno — só olha a segurança de quem está exercitando e manda parar. Nos blocos 13 e 15, quando o cenário exige resgate com entrada, quem entra é o instrutor ou a equipe de apoio da aplicadora, capacitada como equipe de emergência e salvamento; aluno nenhum entra para resgatar.
| Papel | Quem é | O que faz | Assina? |
|---|---|---|---|
| Instrutor | Profissional da aplicadora com proficiência comprovada em espaço confinado e em supervisão de entrada (formação, experiência e documentos que a demonstrem) | Monta os cenários conforme o espaço dos alunos, prepara os cadastros e as PETs com erros, os cartões de leitura, de perigo e de condição não prevista e o plano de resgate do cenário; conduz os blocos; confere cada liberação feita pelo aluno antes de alguém entrar; cronometra o simulado; observa cada aluno, interrompe diante de risco e preenche a ficha individual | Sim: lista de presença, fichas, registro do simulado e avaliação |
| Observador de segurança | Segundo profissional da aplicadora, com proficiência em espaço confinado, sem outra função durante os exercícios | Mede a atmosfera real da estrutura antes de cada entrada, confere a conexão ao tripé e o rádio, acompanha quem está dentro, manda parar a qualquer momento e aciona o socorro real se preciso | Sim: registro das medições e das interrupções |
| Equipe de apoio de resgate (quando houver) | Profissionais da aplicadora capacitados como equipe de emergência e salvamento | Faz o papel da equipe acionada pelo vigia e pelo supervisor e executa, com o manequim, o resgate com entrada quando o cenário o exige | Não |
| Responsável técnico da empresa do aluno | Profissional legalmente habilitado ou qualificado em segurança do trabalho, indicado formalmente pela empresa (33.3.1, alínea a) | Coordena a capacitação inicial dos supervisores de entrada (33.3.2, alínea f); informa o tipo de espaço confinado e as atividades; envia, quando houver, o cadastro (33.3.2, alínea a), o modelo de PET adaptado (33.3.2, alínea b) e o plano de resgate (33.3.2, alínea e); pode pedir ênfase em algum bloco; dá a anuência | Sim: termo de anuência, antes da turma ou na abertura |
| Aluno | Futuro supervisor de entrada, com os 11 módulos a distância concluídos e o ASO com a aptidão consignada | Executa cada exercício com as próprias mãos, principalmente no papel de supervisor, e também como vigia e autorizado nas rodadas dos colegas; pode interromper diante de risco grave e iminente (NR-01, 1.4.3) | Sim: lista de presença, prova e ficha |
| Empresa do aluno | O empregador | Envia os dados do espaço confinado, a indicação do responsável técnico e a anuência; libera os 3 dias, que são tempo de trabalho efetivo (NR-01, 1.7.2) | Pelo responsável técnico |
Aluno sem os 11 módulos concluídos não começa a prática. Aluno sem ASO com a aptidão consignada não entra na estrutura de treino nem veste a máscara autônoma: pode fazer os papéis de supervisor e de vigia, mas a ficha registra a restrição e a empresa é avisada. Aluno com barba ou outra interferência na vedação faz a inspeção e a escolha do respirador, mas não a colocação com vedação; a ficha registra. Aluno sem tipo de espaço confinado ou sem anuência pode participar, mas a turma não fecha para ele: o certificado fica retido até a empresa enviar os dados, e se o espaço informado depois for diferente do cenário treinado, o responsável técnico avalia se é preciso complementar a prática. Sem plano de resgate da empresa, o simulado usa o plano do cenário de treino, e o registro diz claramente que o tempo de resposta usado não é o do plano da empresa.
Antes de os alunos chegarem, o instrutor e o observador de segurança inspecionam a estrutura de treino e todos os equipamentos que serão usados em entrada, fazem eles mesmos o auto-zero e o teste de resposta dos detectores (33.5.15.5), conferem a validade da calibração em laboratório acreditado pelo Inmetro (33.5.15.6), testam os rádios, inspecionam máscaras autônomas, cilindros e linha de ar pelo manual do fabricante e montam o tripé uma vez para conferir estabilidade e travas. Equipamento reprovado é separado e não entra na turma. Os alunos repetem depois a conferência como supervisores, mas a segurança da turma não depende do resultado deles.
Prática adotada por este roteiro: separar alguns itens de exercício, marcados com lacre do instrutor e que nunca são usados em entrada — por exemplo um certificado de calibração vencido, um ventilador e uma lanterna sem certificação para área classificada, um cinturão com costura danificada, um cilindro com a inspeção vencida e uma etiqueta de bloqueio sem nome —, para que o supervisor os encontre na conferência. O instrutor também escreve o plano de resgate do cenário de treino (equipe designada, meio de acionamento, tempo de resposta, técnica e sistema de resgate), que serve de referência nos blocos 13 e 15 quando a empresa do aluno não enviar o seu. Os cenários ficam montados antes de cada dia: tempo de montagem não conta como exercício do aluno.
| Item | O que ter em mãos |
|---|---|
| Espaço confinado de treino | Estrutura construída para treinamento (tanque, galeria ou poço simulado), limpa, sem produto, com abertura por cima e, se possível, lateral, compatível com o tipo de espaço confinado dos alunos; placa de sinalização permanente conforme o Anexo I; ponto de ancoragem ou área para o tripé; pontos de bloqueio simulados, sem energia real (válvula, seccionadora e, se o cenário pedir, agitador ou rosca) |
| Identificação e cadastro | Fotos, croquis e descrições de casos variados (espaços confinados e ambientes que não são); cadastro do espaço de treino com todos os campos do 33.4.2 e um cadastro com lacunas; cartões de perigos nas adjacências (tubulação que alimenta o espaço, tráfego, fonte de calor, trabalho vizinho) |
| Medição | Detector multigás de leitura direta (O2, inflamáveis e tóxicos do cenário), de preferência do mesmo tipo usado pela empresa dos alunos, com manual em português, alarme sonoro, visual e vibratório, bomba de amostragem e mangueira; cilindro de gás de teste para o teste de resposta; certificados de calibração (um válido e um vencido, para exercício); cartões de leitura de dificuldade crescente |
| Ventilação, iluminação e comunicação | Ventilador ou exaustor com duto; iluminação geral e lanternas, com a identificação da certificação para área classificada quando o cenário simular essa condição; rádios; um ventilador e uma lanterna sem certificação, lacrados, para o exercício de conferência |
| Área classificada e trabalho a quente | Cartões de cenário de área classificada e de pedido de solda, corte ou esmerilhamento; equipamentos elétricos e eletrônicos com e sem certificação (os sem certificação lacrados); nenhuma fonte real de ignição |
| Proteção respiratória | Peça semifacial com filtro, máscara autônoma de demanda com pressão positiva e respirador de linha de ar comprimido com cilindro auxiliar para escape, com os manuais; cópia de um procedimento de seleção e uso de respiradores (Programa de Proteção Respiratória) para consulta; material de higienização das peças faciais |
| Movimentação vertical e resgate | Tripé com guincho e trava-quedas retrátil com recuperação; cinturão tipo paraquedista para cada autorizado; talabarte; escada; manequim de resgate |
| EPI | Capacete com jugular, óculos, luvas, protetor auricular, vestimenta |
| Energias e sinalização | Cadeados individuais e etiquetas de bloqueio em branco; sinalização provisória de entrada liberada ou não liberada (33.5.13.4); cones, fita e barreira |
| Documentos | PET adaptada do cenário, a partir do modelo do Anexo II, em branco e em duas vias, várias por aluno, com a marca "TREINAMENTO — sem validade"; duas PETs preenchidas com erros, de gravidade crescente; formulário de registro de prorrogação; plano de resgate do cenário; cartões de condição não prevista e de prorrogação; lista de presença por período; fichas individuais; registro do simulado; provas |
| Comunicação de emergência | Apito ou buzina e sinal combinado para abandono; cronômetro para o simulado; telefones e rota do socorro real afixados |
| Primeiros socorros | Manequim de RCP, DEA de treino, luvas de procedimento, máscara de bolso |
A turma dura 23h15 sem contar os intervalos e o almoço, em 3 dias. Dia 1, das 07h30 às 16h45: abertura das 07h30 às 08h00 e revisão dirigida das 08h00 às 08h45; prática das 08h45 às 16h30 (6h15, em cinco blocos); fechamento do dia das 16h30 às 16h45. Dia 2, das 07h30 às 16h30: retomada das 07h30 às 07h45; prática das 07h45 às 16h15 (7h00, em cinco blocos); fechamento do dia das 16h15 às 16h30. Dia 3, das 07h30 às 17h00: retomada das 07h30 às 07h45; prática das 07h45 às 16h00 (6h45, em seis blocos); avaliação teórica e encerramento das 16h00 às 17h00. Os dezesseis blocos práticos somam exatamente 20h00. A abertura, a revisão dirigida, os fechamentos dos dias 1 e 2, as retomadas dos dias 2 e 3 e a avaliação teórica com o encerramento (3h15 no total) não entram nas 20 horas de prática, e os intervalos e o almoço não entram em nenhuma das contagens: o relógio da prática para durante o intervalo. Os três dias devem ser, de preferência, consecutivos; se não forem, a lista registra a data de cada um e o certificado traz todas.
A complexidade cresce de um dia para o outro. No dia 1 o aluno reconhece o espaço, levanta os perigos, confere os equipamentos, mede e indica os equipamentos de controle. No dia 2 controla ignição, respiração e energias, emite a PET e conduz a primeira entrada, num cenário sem surpresa. No dia 3 conduz entradas em que o instrutor injeta condição não prevista, decide sobre prorrogação, comanda a cena de uma emergência e, no simulado final, faz tudo em sequência e contra o relógio. Cada competência é praticada mais de uma vez: a avaliação inicial, a PET e a conferência do vigia reaparecem nos blocos 10, 11 e 15.
Nos blocos de entrada (10, 11 e 15) os alunos fazem rodízio de supervisor, vigia e autorizado, e cada aluno comanda pelo menos uma rodada completa como supervisor em cada um desses blocos. O instrutor demonstra uma vez quando o equipamento é novo para o aluno; nos demais casos cada aluno executa sozinho, dizendo em voz alta o que confere, o que decide e por quê. Prática adotada por este roteiro: no máximo 6 alunos por instrutor, mais o observador de segurança dedicado; acima disso, ou se as rodadas não couberem no horário, divide-se a turma ou acrescentam-se instrutor, observador e estrutura de treino.
| Dia e horário | Atividade | Competência praticada | Item da norma |
|---|---|---|---|
| Dia 1 · 07h30–08h00 | Abertura (fora da carga prática) | Confere documento com foto, ASO com a aptidão consignada e a conclusão dos 11 módulos a distância; registra o código da turma, o tipo de espaço confinado e as atividades de cada aluno, o responsável técnico e a anuência. Briefing de segurança: regras da turma, papel do observador de segurança, sinal de parada e de abandono, socorro real identificado | 33.5.19.2; 33.6.5; Anexo III, Quadro 1 |
| Dia 1 · 08h00–08h45 | Revisão dirigida (teoria, fora da carga prática) | Os três requisitos do espaço confinado, atmosfera perigosa e engolfamento; as competências da organização, do responsável técnico, do supervisor, do vigia, do autorizado e da equipe de emergência e salvamento; as quatro situações em que a entrada e o trabalho são proibidos; o que será cobrado em cada dia | 33.2.2; 33.2.2.1; 33.2.2.2; 33.3.1 a 33.3.6; 33.7.1 |
| Dia 1 · 08h45–10h00 (1h15) | Bloco 1 — Identificar espaços confinados e ler o cadastro | Diante de fotos, croquis e da estrutura de treino, diz se cada caso é espaço confinado pelos três requisitos e reconhece o espaço de armazenagem que pode engolfar; lê o cadastro do espaço de treino (identificação, volume, aberturas e dimensões, formas de acesso, condição ativo ou inativo, croqui com bloqueios e raquetes, produto e perigos antes da liberação) e aponta os campos faltando no cadastro com lacunas; diz que, quando a entrada é feita por contratada, o cadastro vem da contratante; confere a sinalização permanente do Anexo I e diz quando é exigida a complementar | 33.2.2; 33.2.2.1; 33.2.2.2; 33.4.2, alíneas a a g; 33.4.3, alínea a; 33.5.13.1; 33.5.13.2 |
| Dia 1 · 10h00–10h15 | Intervalo (fora de qualquer contagem) | — | — |
| Dia 1 · 10h15–11h15 (1h00) | Bloco 2 — Levantamento de perigos e adjacências | Percorre a área em volta da estrutura e lista os perigos das adjacências que podem interferir na entrada; diz de onde pode vir atmosfera perigosa e quais energias precisarão ser controladas; confronta o levantamento com o inventário de riscos do cenário e escreve os perigos e as medidas que irão para a PET; diz quando uma mudança no espaço ou no uso exige novo levantamento e quando o procedimento precisa ser revisto | 33.4.1.1; 33.4.1.2, alíneas a a d; 33.5.3; 33.5.6, alíneas c e d |
| Dia 1 · 11h15–12h30 (1h15) | Bloco 3 — Detector e conferência dos equipamentos antes do uso | Inspeciona o detector pelo manual; confere o certificado e a validade da calibração em laboratório acreditado e recusa o vencido; faz o auto-zero em ar limpo e o teste de resposta e diz o que fazer quando falham; reconhece os alarmes sonoro, visual e vibratório; confere antes do uso tripé, guincho, trava-quedas retrátil, cinturões, escada, rádios, ventilador e lanternas e separa os itens lacrados com defeito | 33.3.3, alínea b; 33.5.15.4; 33.5.15.5; 33.5.15.5.1; 33.5.15.6 |
| Dia 1 · 12h30–13h30 | Almoço (fora de qualquer contagem) | — | — |
| Dia 1 · 13h30–15h00 (1h30) | Bloco 4 — Avaliação inicial de fora e monitoramento contínuo | Como supervisor, faz a avaliação inicial de fora do espaço, imediatamente antes da entrada, com bomba e mangueira em três alturas, esperando o tempo de resposta do manual; registra na PET com horário e assinatura; interpreta O2, inflamáveis e tóxicos pelos limites da norma e da PET adaptada e decide se libera; repete com cartões de leitura cada vez mais difíceis (O2 abaixo de 20,9% sem causa conhecida, leitura que muda com a altura, alarme depois da ventilação); define como será o monitoramento contínuo, remoto ou presencial, e quem o acompanha | 33.5.6, alínea e; 33.5.15.1; 33.5.15.2; 33.5.15.3; 33.7.1, alínea b; Anexo II (itens 2 e 6) |
| Dia 1 · 15h00–15h15 | Intervalo (fora de qualquer contagem) | — | — |
| Dia 1 · 15h15–16h30 (1h15) | Bloco 5 — Critérios de indicação: ventilação, iluminação, comunicação e movimentação vertical | Decide entre insuflar e exaurir e posiciona ventilador e duto para renovar o ar do espaço inteiro, conforme as características do espaço; mede de novo depois da ventilação; rejeita oxigênio puro; considera as condições térmicas; indica a iluminação geral e as lanternas, o meio de comunicação com quem está dentro e o equipamento de movimentação vertical e os suportes externos para o cenário; marca na PET os itens correspondentes | 33.5.16.1; 33.5.16.2, alíneas a e b; 33.5.16.3; Anexo II (itens 5, 7, 8 e 10 e lista de equipamentos) |
| Dia 1 · 16h30–16h45 | Fechamento do dia 1 (fora da carga prática) | Devolutiva do dia a cada aluno; conferência da ficha parcial e da lista do período; recolhimento de PETs, cartões e etiquetas | 33.6.3 |
| Dia 2 · 07h30–07h45 | Retomada do dia 2 (fora da carga prática) | Presença, briefing de segurança do dia, conferência de quem entra na estrutura | — |
| Dia 2 · 07h45–08h45 (1h00) | Bloco 6 — Área classificada e trabalho a quente | Reconhece pelo cenário quando a área é classificada; confere a certificação ou o documento no âmbito do Sinmetro de cada equipamento elétrico e eletrônico que vai ser usado (detector, lanterna, rádio, ventilador, tablet da PET) e recusa o que não tem; lista as fontes de ignição do cenário; diante de pedido de solda, corte ou esmerilhamento dentro do espaço, diz quais medidas eliminam ou controlam o risco de incêndio ou explosão, marca o campo de permissão de trabalhos a quente da PET e não libera com leitura de inflamáveis fora dos limites | 33.5.1; 33.5.7.2.1, alínea b; 33.5.15.4, alínea c; 33.5.17.1; Anexo II (itens 13 e 14) |
| Dia 2 · 08h45–10h15 (1h30) | Bloco 7 — Proteção respiratória | Consultando o procedimento de seleção e uso de respiradores (Programa de Proteção Respiratória), escolhe o respirador para cada cartão de cenário e reconhece quando a atmosfera é ou pode ser IPVS; nesse caso só indica máscara autônoma de demanda com pressão positiva ou respirador de linha de ar comprimido com cilindro auxiliar para escape, e recusa o filtro; inspeciona, veste e confere com o parceiro, fora do espaço, a máscara autônoma e a linha de ar, pelo manual do fabricante (vedação, pressão do cilindro, alarme); diz onde a PET registra o respirador dos trabalhadores e o da equipe de resgate | 33.5.4; 33.5.17.2; Anexo II (lista de equipamentos); Anexo III, 2.1, a, IX (numerado XI no texto publicado) |
| Dia 2 · 10h15–10h30 | Intervalo (fora de qualquer contagem) | — | — |
| Dia 2 · 10h30–11h45 (1h15) | Bloco 8 — Controle de energias perigosas | Nos pontos simulados, conduz as etapas: comunica o desligamento, isola, faz cada trabalhador aplicar o próprio cadeado e a etiqueta preenchida (serviço, nome, data e hora), libera ou controla a energia armazenada e verifica o isolamento antes de liberar; recusa a neutralização só pelo comando; não retira nem manda retirar bloqueio de outra pessoa; diz o que fazer na troca de turno e na retirada ao final | 33.4.1.2, alínea c; 33.5.14.1, alíneas a a m; 33.5.14.2; 33.5.14.3; 33.5.14.4; Anexo II (itens 1 e 3) |
| Dia 2 · 11h45–12h45 | Almoço (fora de qualquer contagem) | — | — |
| Dia 2 · 12h45–14h15 (1h30) | Bloco 9 — PET: emissão, informação à equipe e PET com erros | Com o modelo adaptado, emite a PET do cenário antes do início, com todos os campos mínimos, nomes completos e funções, medições com horário, data e horário de emissão e assinaturas; reúne a equipe e informa os perigos e as medidas de controle antes da entrada; fica com a primeira via e entrega a segunda ao vigia (na PET digital, garante que o vigia a acesse o tempo todo); posiciona a sinalização provisória; nas duas PETs com erros, aponta e corrige cada campo que proíbe a entrada; diz como a PET é rastreada e por quanto tempo é arquivada | 33.3.3, alínea a; 33.5.5; 33.5.6; 33.5.7.1; 33.5.7.2; 33.5.8; 33.5.9; 33.5.10; 33.5.13.4; Anexo II (Atenção) |
| Dia 2 · 14h15–14h30 | Intervalo (fora de qualquer contagem) | — | — |
| Dia 2 · 14h30–16h15 (1h45) | Bloco 10 — Condução da entrada em rodízio | Cenário sem surpresa, com a PET que o próprio aluno emitiu. Supervisor: confere a medição imediatamente antes, implementa os procedimentos da PET, confere que o vigia está junto à entrada, com a segunda via, a contagem, a comunicação testada e nenhuma outra tarefa, libera, acompanha o monitoramento contínuo, confere a saída de todos e encerra a PET. Numa das rodadas a PET prevê que o supervisor faça a vigilância, e ele a assume. Vigia e autorizado executam os seus papéis | 33.3.3, alíneas c, g e h; 33.3.4, alíneas a, b, c e g; 33.3.5; 33.5.11, alíneas a e c; 33.5.15.3 |
| Dia 2 · 16h15–16h30 | Fechamento do dia 2 (fora da carga prática) | Devolutiva do dia a cada aluno; conferência da ficha parcial e da lista do período; recolhimento de PETs, cartões e etiquetas | 33.6.3 |
| Dia 3 · 07h30–07h45 | Retomada do dia 3 (fora da carga prática) | Presença, briefing de segurança do dia, conferência de quem entra na estrutura, apresentação do plano de resgate do cenário | — |
| Dia 3 · 07h45–09h15 (1h30) | Bloco 11 — Condição não prevista, cancelamento e abandono | Nova rodada de entradas, com cenário mais complexo: o instrutor injeta sem aviso uma condição não prevista (alarme do detector, sintoma relatado pelo autorizado, falha de rádio, vazamento na adjacência, vigia que precisa sair sem substituto relacionado na PET); o supervisor cancela os procedimentos de entrada e trabalho, confirma que o vigia ordenou o abandono, confere a contagem, encerra a PET, registra a condição para revisão do procedimento e diz que a nova entrada exige nova PET | 33.3.3, alínea e; 33.3.4, alíneas f e h; 33.5.3; 33.5.11, alíneas b e d; Anexo II (Atenção) |
| Dia 3 · 09h15–09h45 (0h30) | Bloco 12 — Prorrogação e encerramento | Diante de cartões de cenário (troca de turno, pausa para refeição, troca de vigia, serviço concluído, prorrogação que passaria de 24 horas), decide se a PET pode ser prorrogada conferindo cada requisito ou se deve ser encerrada; preenche o registro da prorrogação com paradas, retomadas e substituições; encerra a PET após o término dos serviços | 33.3.3, alínea f; 33.5.11; 33.5.12; 33.5.12.1, alíneas a a g; 33.5.12.1.1 |
| Dia 3 · 09h45–10h00 | Intervalo (fora de qualquer contagem) | — | — |
| Dia 3 · 10h00–11h30 (1h30) | Bloco 13 — Operações de salvamento: serviço disponível, resgate sem entrada e controle da cena | Antes de liberar, confere no plano de resgate do cenário a equipe designada, o tempo de resposta, a técnica e o sistema de resgate, e testa o meio de acionamento; com o manequim conectado dentro do espaço, o vigia opera o guincho do tripé no resgate sem entrada enquanto o supervisor aciona a equipe, isola a área, impede qualquer entrada, mantém a medição e recebe e orienta a equipe. No cenário em que o resgate sem entrada não é possível, o resgate com entrada é feito só pela equipe capacitada — na turma, o instrutor ou a equipe de apoio — e o supervisor controla a cena de fora | 33.3.1, alínea h; 33.3.3, alínea d; 33.3.4, alíneas d e e; 33.3.6, alínea a; 33.5.20.2, alíneas a a e; Anexo II (Procedimentos de Emergência e Resgate) |
| Dia 3 · 11h30–12h00 (0h30) | Bloco 14 — Primeiros socorros | Verifica a segurança da cena; reconhece que a vítima de atmosfera perigosa só é atendida fora do espaço; faz RCP no manequim e usa o DEA de treino até a chegada do socorro; diz o que informar à equipe que chega | Anexo III, 2.1, a, XI |
| Dia 3 · 12h00–13h00 | Almoço (fora de qualquer contagem) | — | — |
| Dia 3 · 13h00–15h15 (2h15) | Bloco 15 — Simulado final integrado e cronometrado | Cenário completo do começo ao fim, cada aluno comandando uma rodada como supervisor: conferência dos equipamentos, avaliação inicial, PET, informação à equipe, liberação, entrada, condição que vira emergência, acionamento, resgate sem entrada ou, se não for possível, entrada da equipe capacitada (instrutor ou equipe de apoio), primeiros socorros no manequim e encerramento da PET. O instrutor cronometra do alarme ao início dos primeiros socorros e compara com o tempo de resposta do plano de resgate do cenário | 33.3.3; 33.5.20.2, alíneas c e e; 33.7.1 |
| Dia 3 · 15h15–15h30 | Intervalo (fora de qualquer contagem) | — | — |
| Dia 3 · 15h30–16h00 (0h30) | Bloco 16 — Debriefing e repetição corrigida | Cada aluno diz o que decidiu, o que faria diferente e onde perdeu tempo; o instrutor mostra os tempos e os desvios de cada rodada; a decisão que falhou é repetida, corrigida, por quem a errou | 33.5.3; 33.6.3 |
| Dia 3 · 16h00–17h00 | Avaliação teórica e encerramento (fora da carga prática) | Faz a prova escrita; recebe a devolutiva individual; confere e assina a lista e a ficha | 33.6.3 |
A NR-33 exige que os treinamentos sejam avaliados de modo a aferir os conhecimentos adquiridos (33.6.3). Nesta turma a avaliação tem duas partes, e o aluno precisa ser aprovado nas duas; o registro do simulado é anexado à avaliação.
Prática: o instrutor marca cada item da ficha individual como Atendeu ou Não atendeu durante os exercícios, observando o aluno no papel de supervisor. Atendeu só quando o aluno executou e decidiu sozinho e corretamente, e a competência praticada mais de uma vez tem de estar certa na última repetição. Nos itens não eliminatórios, o instrutor pode corrigir e deixar repetir dentro das 20 horas de prática. Todos os itens precisam estar atendidos: não existe aprovação com ressalva.
Simulado: o instrutor registra, por rodada, quem fez cada papel, os tempos (alarme, acionamento, início do resgate, início dos primeiros socorros), a comparação com o tempo de resposta do plano do cenário e os desvios. Quando o atraso vem de decisão do supervisor (acionar tarde, discutir em vez de agir, deixar a área sem controle), a parte que falhou é repetida no bloco 16; o tempo da equipe de apoio não reprova o aluno.
Teórica: prova presencial, escrita e assinada, feita depois da prática, com questões de situação (se um caso é espaço confinado, cadastro com campo faltando, leituras do detector para liberar ou não, PET com campo em branco, escolha do respirador em atmosfera IPVS, equipamento sem certificação em área classificada, pedido de trabalho a quente, bloqueio retirado por terceiro, condição não prevista durante a entrada, pedido de prorrogação com um requisito ausente, serviço de emergência indisponível no momento da liberação). Critério da plataforma Cursos NRs, não da norma: no mínimo 70% de acerto. Quem não atinge refaz a prova depois de revisar com o instrutor os pontos errados, no mesmo dia ou em nova data.
Eliminatória é a decisão que, fora da turma, mata. O supervisor é quem libera a entrada; por isso os critérios desta turma são as liberações erradas e as omissões de quem comanda. Quando acontece, o instrutor ou o observador interrompe na hora, registra na ficha e o resultado é não apto.
Tudo é digitalizado inteiro e legível e enviado pela plataforma. A conferência verifica os 11 módulos, a presença em todos os períodos, a carga prática de 20h00 somada bloco a bloco, as fichas, as PETs de treinamento, o registro do simulado, a prova, o tipo de espaço confinado e a anuência; faltando qualquer um, volta para correção e o certificado não sai. Falta num período não se compensa com tempo a mais em outro: o aluno refaz os blocos perdidos em outra turma antes de receber o certificado.
O certificado declara 40 horas de capacitação inicial de supervisor de entrada — 20 horas a distância e 20 horas práticas presenciais — e reúne o exigido pela NR-01, subitem 1.7.1.1 (nome e assinatura do trabalhador, conteúdo programático, carga horária, data, local de realização do treinamento, nome e qualificação dos instrutores e assinatura do responsável técnico do treinamento) e o exigido pela NR-33, subitem 33.6.5: tipo de espaço confinado, atividades desenvolvidas e anuência do responsável técnico. O conteúdo programático lista os 12 temas do Anexo III, item 2.1, alínea a, e as datas trazem os dias da etapa a distância e os 3 dias da turma. O certificado é disponibilizado ao trabalhador e uma cópia fica na empresa (NR-01, 1.7.3), que consigna a capacitação nos documentos funcionais (NR-01, 1.7.4).
O periódico do supervisor de entrada é de 8 horas, anual (Anexo III, Quadro 1), com no mínimo 50% de prática (item 1.2); a plataforma conta o prazo a partir do último dia desta turma. Fora do calendário, cabe treinamento eventual nas situações da NR-01, subitem 1.7.1.2.3 (mudança nos procedimentos, condições ou operações que altere os riscos; acidente grave ou fatal; retorno de afastamento superior a 180 dias) e, pela NR-33, quando houver desvios na utilização de equipamentos ou nos procedimentos de entrada nos espaços confinados (Quadro 1), com carga horária e conteúdo que atendam à situação que o motivou (NR-01, 1.7.1.2.3.1).